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segunda-feira, 16 de maio de 2016

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Walter Taverna recebe visita de Fernanda e Betania no Centro de Memória do Bixiga.

Obrigado em visitar o C.M.B.



 Fernanda (Sesc ) e Betania ( Bixiga ).


acervo: Centro de Memória do Bixiga - @edisonmariotti

Walter Taverna recebe visita de professores de odontologia da Universidade Federal do Pará ( UFPA ).

Obrigado em visitar o Centro de Memória do Bixiga




Izamir Araujo, e sua esposa, no Centro de Memória do Bixiga. 

acervo CMB - @edisonmariotti



Walter Taverna, na FOLHA na entrevista com Edson Celulari sobre o filme rodado no Bixiga.

Edson Celulari engorda 16 kg para viver cego em filme rodado no Bixiga

Edson Celulari

"É o Edson Celulari?", pergunta uma senhora, limpando as vistas, ao encontrar uma equipe de filmagem no meio da rua no Bixiga, na região central de São Paulo. Sim, é o ator, 16 kg mais gordo, quem anda por ali de boina, com a cabeça inclinada, o olhar meio perdido e uma bengala.

Edson Celulari - foto: Bruno Poletti/Folhapress

Além das velhinhas que saem de um centro de convivência da terceira idade, moradores das redondezas estão ouriçados. Ficam do outro lado tirando fotos com o celular e se debruçam nas janelas para ver Celulari rodar suas últimas cenas como o pizzaiolo cego Vitório, seu papel no filme "Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos".


"Eu vivia por aqui", diz ele ao repórter Joelmir Tavares, enquanto caminha observando os sobrados e a igreja Nossa Senhora Achiropita. "Era pro Bixiga que eu vinha quando me mudei para São Paulo", ele segue contando, ao sentar numa tradicional cantina do bairro. Tinha 18 anos na época, quando saiu de Bauru para estudar na Escola de Artes Dramáticas da USP. Naquele fim dos anos 1970, envolvido no movimento estudantil, chegou a ser fichado pelo Dops (Departamento de Ordem Política e Social), órgão do regime militar.

"Eu tinha amigos que moravam aqui. Um era artista plástico, o Neneco. E aí tinha aquele clima. A gente punha a mesa pro lado de fora, tomava cervejinha, os amigos iam passando. Era possível isso. Hoje a gente não vê mais..."

"Conheço essa figura!", diz Walter Taverna, 82, o dono da cantina, interrompendo o cliente famoso para puxar conversa. "Sua mulher já veio aqui", continua o empresário, referindo-se à atriz Claudia Raia, 49. Celulari, que se separou dela em 2010, dá um riso meio sem graça.

Chega a massa que o ator vai manusear ao posar para as fotos. Do tipo que "adora comer, mas não tem talento nem paciência para preparar comida", ele exibe algumas das habilidades adquiridas com o papel no longa: pega o rolo, abre a massa, explica como ela é feita. "Já posso te contratar!", grita seu Walter lá do fundo. "Será? Será que vale a pena? Sou palmeirense, hein? Já é um bom começo", responde Celulari.

A preparação para o filme incluiu uma espécie de estágio numa pizzaria no Rio, onde mora. "No início algumas pizzas queimaram, ficaram cruas", relembra. Depois que passaram a ficar boas, começou a fazer de olhos fechados.

"O cego marca a distância de tudo. Então se o telefone está aqui [apalpa o celular na mesa], ele tem que estar aqui sempre, para ser encontrado." Aprendeu a calcular o espaço entre os objetos, entre o forno e o balcão... Foi também a Brasília tomar lições com Ocacyr Júnior, um pizzaiolo cego. E o ponto? "Você tira do forno, aproxima a palma da mão para medir a temperatura, sente o cheiro e conclui se a massa está assada ou não."

Como parte do ensaio, o ator chegou a passar oito horas fazendo tarefas rotineiras de olhos fechados. Também conheceu no Rio várias pessoas com deficiência visual. Além da atenção ao ouvir e da sensibilidade, observou que outro traço comum é a tensão física. No personagem, ela se manifesta no tronco rígido.

"Mas pra mim não interessa dizerem que o cego do Edson está bom. Se me falarem que o cego do Edson emociona, aí nós ganhamos. Aí temos o filme e a história. A técnica tem que estar em segundo plano, mas tem que ser crível, senão distancia o espectador."

Aos 58 anos de idade e 39 de profissão, Celulari quer mais papéis assim, que exijam estudo e dedicação. "Se eu fosse um atleta, deveria estar muito preocupado [com o envelhecimento]. Sendo ator, acumulo a experiência para uso profissional. Posso utilizar a minha idade, a vivência, o cansaço. Que bom que as coisas mudam, e que as rugas aparecem, e que isso pode ser útil ao meu ofício."

O ator se diz "exausto" após três semanas trabalhando 12 horas por dia nas filmagens. "Mas pleno de coisas novas, de aprendizado. Eu tô maior do que eu já tô [risos]."

Com 1,83 m de altura, ele chegou a 100 kg por causa do papel. "Na pesquisa, vi que boa parte dos cegos com idade perto da minha está acima do peso." Foi ao médico e fez uma dieta para engordar que incluía seis colheres de mousse de chocolate meio amargo na sobremesa do jantar.

Parou com as caminhadas na esteira e as voltas de bicicleta na praia. Teve até que tomar remédio por causa de alteração no colesterol. "Sou um ser disponível à mutação. Esse tipo de experiência me move para o próximo [trabalho]. Next! Eu quero o próximo!"

Na Globo, o ator, que fazia uma novela atrás da outra nas décadas de 1980 e 1990, está fora do ar há um ano, desde o fim da trama das sete "Alto Astral". No ano que vem ele fará uma história da autora Gloria Perez. "As novelas precisam manter sua estrutura clássica. É o folhetim, personagens claros, definidos. Acho ótimo também fazer séries e minisséries, mas não dá para misturar as linguagens. A modernidade está em fazer novelas com histórias que caibam no formato de novela."

Celulari tem contrato fixo com a emissora. "Mas acho que também seria saudável se não tivesse contrato, fosse por obra certa. Seria saudável que a gente tivesse concorrência nesse mercado." Cada vez mais disposto a ser também produtor de seus trabalhos (como faz no filme atual), ele adiou os planos de uma peça por causa da "crise econômica e política" no país.

Com seu jeito polido de falar e a voz firme, diz que busca "o verdadeiro sustento artístico" no dia a dia. "Esse glamour que criam ao redor é para muito raramente." A fama, sobretudo nos 17 anos de união com Claudia Raia, o colocou diante da "necessidade de consumo da pessoa pública", como define. "Aprendi a lidar, a ter uma relação profissional." Nos dois dias no Bixiga, foram muitos os pedidos de selfies nos intervalos.

Para momentos de pressa, Celulari até desenvolveu uma técnica: "Se eu tô andando na rua atrasado e vejo uma senhorinha me reconhecendo, eu me adianto e falo: 'Como vai a senhora?'. Antes que ela diga qualquer coisa [risos]! Aí ela fica feliz, e eu sigo".

Hoje casado com a atriz, cantora e bailarina Karin Roepke, 33, o ator compartilha com Claudia a criação dos filhos, Enzo, 19, e Sophia, 13. Eles se mudaram com a mãe do Rio para SP neste ano.

Sophia, que gosta de dança e teatro, "possui muita energia e tem a mãe como espelho", conta o pai. "Ela já quis ser escritora, aí passou uma semana e queria ser advogada [risos]." Enzo faz administração na Faap, mas, por tocar bateria e violão e compor, pensava em ser músico.

"Até que viu a realidade", diz Celulari. "Ele descobriu o cachê de quem toca na noite. 'Só isso, pai?' [arregala os olhos e faz cara de decepção]. Depois de algum tempo: 'Eu não quero criar uma música, gravar um disco e depois ficar tentando vendê-lo'. Aí disse que preferia ser dono do próprio negócio relacionado à música, e que ia fazer administração."


fonte:
---> mônica bergamo

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2016/05/1768544-edson-celulari-engorda-16-kg-para-viver-cego-em-filme-rodado-no-bixiga.shtml - 08/05/2016  02h00

acervo: CMB -  @edisonmariotti


quarta-feira, 4 de maio de 2016

Walter Taverna no informativo eletrônico do Instituto Biológico, n.92, abril de 2016.

Comunicação IB




Dia 16 de abril, sábado, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do Instituto Biológico (IB), sediou o evento “Viver na República de Vila Mariana, coordenado por Walter Taverna, Presidente da República de Vila Mariana. 

O objetivo do evento foi a coroação da rainha, princesa e miss simpatia da República de Vila Mariana. O evento foi abrilhantado com a apresentação do tenor Klebio Jakson. Houve, ainda, uma apresentação coreográfica coordenada por Igor Bartchewsky, da Oficina de Atores, que prestou uma homenagem à República de Vila Mariana.

O evento contou com a participação de Denise Delfin, editora do Jornal Pedaço da Vila, e de Antonio Batista Filho, diretor do IB, entre outros convidados. Cerca de 100 pessoas participaram do evento.

Nesse mesmo dia, a advogada e fotógrafa amadora Ana Paula Gomes Borges trouxe ao Instituto Biológico 15 outros fotógrafos, que têm, por gosto, fotografar os elementos da natureza, bem como o prédio sede do IB. Antes do registro das imagens, os participantes plantaram, nos jardins do IB, 15 mudas de árvores, para comemorar o dia Nacional da Conservação do Solo. 

Segundo Antonio Batista Filho “para o Instituto Biológico essa é mais uma ação que demonstra a interação do Instituto com a comunidade do bairro de Vila Mariana”. 

Ana Borges é membro administrador do Antility, movimento que empodera a vida das pessoas por meio da fotografia. De acordo com o Antility, fotografar é muito mais do que capturar algo, é a oportunidade de criar conversas que façam a diferença na vida das pessoas.


fonte: Márcia Rebouças - acervo @edisonmariotti


Sr. Walter Taverna anuncia com orgulho ser o primeiro candidato a vice-prefeito SP, na história do Bixiga. É o candidato do PNAB - Partido Nacional dos Aposentados do Brasil. ( 1988 ).

Aposentados lançam seu candidato

São Paulo (1988) — O empresário José Galiço, 51 anos é o candidato do PNAB — Partido Nacional dos Aposentados do Brasil - à prefeitura de São Paulo. A definição foi ontem, na Câmara Municipal, acompanhada por um pequeno número de pessoas. Walter Taverna, comerciante, é o candidato a vice e outros 34 membros serão candidatos a vereador. Galiço, presidente da indústria metalúrgica Energiac, apontou como prioridade a eliminação da dívida financeira da prefeitura zerando débitos a créditos no cofre público.


"É necessário executar obras em todos os setores, mas sem provocar uma vergonhosa dívida, como ocorre com a atual administração", afirmou o empresário. "Para governar, basta sentar na cadeira e trabalhar e não apenas ficar viajando pelo mundo", completou.

Walter Taverna, proprietário da Tratoria da Conchetta e um dos autores do hino do partido, afirma com orgulho ser o primeiro candidato a vice-prefeito na história do Bixiga. Ele afirma que nasceu, viveu e sempre trabalhou no tradicional Bairro.

Dos 11 estados com representação do partido. São Paulo é o único com candidato próprio à prefeitura da capital. Arnaldo Vespero, 29 anos candidato a vereador, salienta que "é um partido dos experientes e não dos velhos". Vespero acredita no voto de muitos jovens, "pois o jovem de hoje é o aposentado de amanhã". Ele conta com a maioria dos votos dos três milhões de aposentados da capital, já que a principal " meta do partido é criar espaço para o aposentado.

Sr. Walter Taverna anuncia sua candidatura ao PNAB - Partido Nacional dos Aposentados.




acervo - CMB.H.000.017 - Jornal da Lapa - 1988 - pasta RT Pessoas Importantes

@edisonmariotti

Walter Taverna recebe alunos da ESPM - Escola Superior de Propaganda e Marketing.


Os alunos Luiza, Thomaz comentaram sobre o tema da pesquisa: 

"TRADIÇÃO EM MEIO A GASTRONOMIA NO BAIRRO DO BIXIGA".







fonte: acervo @edisonmariotti